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https://dspace.unigoyazes.edu.br/handle/123456789/1601| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | Hemoglobina glicada e frutosamina como biomarcador glicêmico em idosos |
| Autor(es): | LUNA, Humberto Batista da Silva BUENO, José Augusto do Nascimento |
| Primeiro Orientador: | GARCIA, Weslley José Moreira |
| Resumo: | Diabetes mellitos (DM) é uma doença caracterizada por apresentar um defeito na secreção da insulina. O DM pode ser classificada em tipo I (um), causada devido à incapacidade de secreção do hormônio insulina e tipo II (dois) que ocorre através da combinação entre resistência à ação da insulina e da resposta secretora compensatória inadequada deste hormônio. A hemoglobina glicada, também conhecida por HbA1c se refere a porção da hemoglobina que se liga à glicose presente na corrente sanguínea sendo este um marcador largamente utilizado na prática clínica como acompanhamento dos níveis de glicemia do paciente diabético. A frutosamina é formada através do mecanismo não enzimático que envolve a ligação da glicose sérica às proteínas séricas, em especial a albumina, para formar cetoaminas. Sua utilização ocorre, principalmente, nas circunstâncias em que o uso da HbA1c não é válido devido interferentes, como alterações no tempo de vida das hemácias. O emprego desses dois métodos em questão na medicina laboratorial se torna uma estratégia importante no controle glicêmico de pacientes. Este trabalho objetivou analisar a associação dos exames de hemoglobina glicada e frutosamina como marcador glicêmico em idosos residentes em um abrigo de Trindade - GO. Foi realizado um estudo de corte transversal o qual analisou níveis séricos de hemoglobina glicosilada, frutosamina e glicose na investigação do perfil glicêmico de pacientes idosos residentes no Lar Ana de Almeida. Participaram desse estudo 13 idosos com idade entre 70 e 89 anos de ambos os sexos. As dosagens de frutosamina tiveram uma variação entre 168 a 293 µmol/L, com valores de referência de 205 a 285 µmol/L. Quanto à hemoglobina glicada houveram variações entre 4,8% e 8,2% com valores de referência: normal < 5,7%, pré-diabetes 5,7% a 6,4% e diabetes ≥ 6,5%. Os resultados demonstraram uma correlação de Pearson positiva, entre hemoglobina glicada e frutosamina, porém em contrapartida a correlação entre frutosamina e glicemia estimada foi fraca. Foram evidenciados altos níveis glicêmicos entre os participantes mesmo a alimentação sendo realizada somente no asilo. Esse fato pode estar associado à falta de atividade física, uma vez que nenhum dos idosos praticavam algum exercício, além da falta de informações exatas relacionadas à dieta. Nossos achados também mostraram que os idosos eram polimedicados. Estudos apontam que o uso de medicamentos pode interferir nos resultados clínicos levando a interpretações errôneas, não refletindo a condição real do paciente. Nossos resultados permitiram concluir que a hemoglobina glicada é um excelente marcador glicêmico e que a frutosamina é um marcador fraco por apresentar limitações ao diagnosticar níveis glicêmicos adquiridos nos primeiros dias, tendo assim a incapacidade de aferir níveis elevados a longo prazo. Levando em consideração a escassez de trabalhos relacionando alterações laboratoriais em pacientes idosos com o uso de medicamentos e dieta sugere-se estudos mais aprofundados para que maiores esclarecimentos sejam mostrados objetivando uma melhor compreensão dessas circunstâncias. |
| Abstract: | Diabetes mellitus (DM) is a syndrome characterized by a failure in insulin secretion. DM can be classified as type I (one), caused due to the inability to secrete the hormone insulin and type II (two) that occurs through the combination between resistance to action of insulin and the inadequate compensatory secretory response of this hormone. Glycated hemoglobin, also known as HbA1c, refers to the portion of hemoglobin that binds to glucose in the bloodstream and is a widely used marker in clinical practice for monitoring the glycemia levels of the diabetic patient. Fructosamine is formed through the non-enzymatic mechanism that involves the binding of serum glucose to serum proteins, especially albumin, to form ketoamines. It is mainly used in circumstances where the use of HbA1c is not valid because of interferences, such as changes in the red cell lifetime. The use of these two methods in laboratory medicine becomes an important strategy in the glycemic control of patients. This study aimed to analyze the association of glycated hemoglobin and fructosamine exams as glycemic marker in elderly residents in a Trindade-GO shelter. This cross-sectional study analyzed serum levels of glycosylated hemoglobin, fructosamine and glucose in the investigation of the glycemic profile of elderly patients living in Lar Ana de Almeida. Thirteen elderly men and women aged between 70 and 89 years participated in this study. The dosages of fructosamine varied from 168 to 293 μmol / L, with reference values of 205 to 285 μmol / L. For glycated hemoglobin there were variations between 4.8% and 8.2% with reference values: normal <5.7%, pre-diabetes 5.7% to 6.4% and diabetes ≥ 6.5%. The results showed a positive Pearson correlation between glycated hemoglobin and fructosamine, but in contrast the correlation between fructosamine and estimated glycemia was weak. High glycemic levels were evidenced among the participants, even the feeding being performed only in the asylum. This fact may be associated to a lack of physical activity, since none of the elderly practiced any exercise, besides the lack of accurate information related to the diet. Our findings also showed that the elderly were polymedicated. Studies indicate that the use of medications may interfere with clinical outcomes leading to misinterpretations, not reflecting the actual condition of the patient. Our results allowed us to conclude that glycated hemoglobin is an excellent glycemic marker and that fructosamine is a weak marker because it presents limitations when diagnosing glycemic levels acquired in the first days, thus failing to measure high levels in the long term. Taking into account the shortage of papers relating laboratory abnormalities in elderly patients with the use of medications and diet, we suggest further studies to clarify the results in order to better understand these circumstances. |
| Palavras-chave: | Hemoglobina Glicada Frutosamina Biomarcador Glicêmico |
| CNPq: | CNPQ::OUTROS::BIOMEDICINA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Centro Universitário Goyazes |
| Sigla da Instituição: | UNIGOYAZES |
| Department: | Biomedicina |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | http://200.225.206.52:8080/jspui/handle/123456789/1601 |
| Data do documento: | Dez-2018 |
| Aparece nas coleções: | TCCs |
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